Nem todo gasto inesperado é realmente inesperado.
IPTU, IPVA, material escolar, seguros, manutenção do carro, impostos e outras despesas aparecem em diferentes momentos do ano, mas muitas delas podem ser previstas com antecedência.
O problema é quando chegam sem espaço no orçamento.
O calendário também pode fazer parte do planejamento financeiro
Uma forma simples de se preparar é olhar para os próximos meses e identificar quais despesas maiores já podem ser previstas.
Em vez de esperar a cobrança chegar, você pode antecipar o impacto que ela terá no orçamento.
Divida uma despesa anual em pequenas partes
Uma despesa de R$ 1.200 pode parecer pesada quando chega de uma vez.
Mas, se você souber que ela acontecerá no próximo ano, pode considerar reservar aproximadamente R$ 100 por mês durante 12 meses.
O valor e a estratégia dependem da realidade de cada pessoa, mas a lógica é simples:
quanto antes você souber que um gasto virá, mais tempo terá para se preparar.
Evite transformar previsibilidade em emergência
Quando uma despesa conhecida não é planejada, ela pode acabar sendo paga com cartão, cheque especial ou empréstimo.
O crédito pode ser necessário em algumas situações, mas não deveria ser a primeira alternativa para uma despesa que poderia ter sido prevista.
Faça um calendário financeiro
Uma maneira prática de começar é listar:
- despesas anuais;
- impostos;
- seguros;
- manutenções;
- gastos escolares;
- viagens e outros projetos;
- períodos em que os gastos costumam aumentar.
Depois, distribua essas despesas ao longo do ano e observe como elas podem impactar sua renda mensal.
Planejamento também é antecipação
Educação financeira não significa apenas controlar o que já aconteceu.
Também significa olhar para frente.
Quando você conhece seus próximos compromissos, consegue tomar decisões com mais tempo e reduz a chance de transformar uma despesa previsível em uma emergência financeira.
Planejar o dinheiro de amanhã começa por conhecer os gastos que você já sabe que virão.